Minha Experiência na 93ª Corrida Internacional de São Silvestre

2016 tinha sido um ano onde eu havia me dedicado com vigor aos treinos para as provas de 5km em corridas de rua.

Consegui ótimos resultados pessoais.

Porém, em 2017 não consegui manter o mesmo ritmo e falhei em várias metas, principalmente nas de maiores quilometragens.

Mas uma delas eu não poderia falhar!

Há algum tempo eu vinha alimentando a vontade de correr a prova da São Silvestre e graças ao feriado prolongado de 2017, essa seria a oportunidade perfeita.

minha primeira corrida de são silvestre

Mas tinha um problema, eu não estava treinado o suficiente para correr 15km.

Eu sequer tinha corrido uma prova de 10km desde que comecei a me interessar pelas corridas de rua.

Teoricamente eu tinha 3 meses para me dedicar e chegar na prova em boas condições físicas.

A Preparação

Eu estava indo bem nos treinos e pouco a pouco aumentando a distância das corridas.

Em novembro e eu já estava correndo 12km tranquilamente, porém, algo estava me deixando preocupado.

Nós tínhamos uma viagem de quase 20 dias agendada para esse mês e os treinos iriam ser interrompidos.

Conheço nosso ritmo de viajante.

Geralmente fizemos tantas atividades durante o dia que dificilmente eu iria conseguir tempo e forças para correr ou fazer academia no hotel.

Precisaria me contentar com as longas caminhadas que faríamos pelos parques da Califórnia e com as extensas calçadas de Las Vegas como forma de treino.

Porém, como imaginei, quando voltamos ao Brasil, vi que não foi o suficiente.

Tentei manter o ritmo anterior a viagem e as dores já começaram a aparecer.

Um mês sem fortalecimento muscular fez uma grande diferença.

Ainda sim, consegui correr uma prova de 10km em 52″ com esforço médio.

Mas, na semana seguinte, as dores no joelho não estavam deixando sequer eu trotar.

Resumindo, fiquei a primeira metade do mês de dezembro fazendo tratamento com gelo e anti-inflamatório e priorizando a musculação para fortalecer.

Uma semana antes da prova tentei fazer uma corrida de 6km e as dores ainda incomodavam.

Então decidi não treinar mais e me poupar para o dia 31.

Fui para a São Silvestre sem ter feito um treino decente e com dores no joelho.

Seria na base da superação.

Viajando para São Paulo

Chegamos a São Paulo no dia 30 pela manhã e fomos direto ao ginásio Mauro Pinheiro para retirar o Kit da corrida.

A fila estava enorme, porém, como estávamos com a Valentina, fomos na prioridade e o atendimento foi bem rápido.

minha primeira corrida de são silvestre

Logo estávamos no Uber a caminho do Blue Tree Premium Paulista.

O hotel foi um dos pontos fortes da viagem.

Sua localização foi sensacional para chegar ao ponto de largada da prova e a qualidade dos serviços oferecidos na estadia foi incrível.

minha primeira corrida de são silvestre

Minha Primeira Corrida de São Silvestre

No dia da prova acordei às 6h30 e fui tomar café da manhã.

O clima no hotel já estava animado. Muitos corredores estavam hospedados ali e tornou o café da manhã um encontro de atletas.

Voltei para o quarto, coloquei o uniforme da corrida, o relógio no pulso e parti para a Avenida Paulista.

Em poucos minutos já estava no setor azul, destinado ao meu número.

Era 07h30 e já estava bem movimentado, porém, ainda tranquilo para pegar um bom lugar para a largada.

Fiz um bom alongamento, coloquei minha joelheira e me posicionei no local de largada.

Agora era esperar debaixo de chuva e muita ansiedade a hora passar.

Já era de se perceber uma energia diferente. Muita animação e as tradicionais faixas e pessoas fantasiadas marcando presença.

minha primeira corrida de são silvestre

Ali estava eu, na São Silvestre.

Nesse instante eu decidi que não pensaria nas dores e aproveitaria esse momento como nunca.

A Largada

Quando o relógio bateu 09h, lá saíram os corredores para a 93ª Corrida Internacional de São Silvestre.

Em aproximadamente dois minutos eu já estava passando pelo portal de largada.

Nesse momento ao ouvir a música oficial da corrida e toda aquela energia dos corredores foi difícil não se emocionar.

A passagem pelo Túnel da Dr. Arnaldo foi sensacional.

Estava sendo uma experiência das mais legais que eu já havia vivenciado.

minha primeira corrida de são silvestre

Só consegui deixar a emoção um pouco de lado e me concentrar na corrida lá pelo quilômetro 3.

A partir daí, encaixei o ritmo que eu achava viável para cumprir minha única meta na corrida, completar a prova.

Achava que conseguiria fazer um pouco abaixo de 1h30min, mas com a falta de ritmo e treinos, dificilmente iria atingir esse tempo.

Preocupação no Quilômetro 4

Cheguei ao quilômetro 4 com uma preocupação, as dores no joelho voltavam a me assombrar.

Tentei esquecer e felizmente no quilômetro 5 ela sumiu e me concentrei somente na correta respiração, mantendo o ritmo da prova.

Nesse momento tive certeza que iria chegar ao final.

Já havia visto tantos exemplos de superação nos quilômetros anteriores que não era uma dor que me tiraria da prova.

Fui mantendo o foco na alegria e boas atitudes dos corredores, e também nos pontos turísticos por onde o percurso passava.

Um Passeio pelos Pontos Turísticos

São Paulo me fascina como megametrópole.

Sim, infelizmente com seus problemas, mas também com seus encantos, e a São Silvestre me fez conhecer um pouco mais da cidade através do esporte que mais gosto.

Sem perder o ritmo, fui apreciando os grafites que se espalham pelo centro de São Paulo.

Não poderia deixar de destacar o mural em homenagem aos Trapalhões na Avenida Rio Branco. Puro realismo.

minha primeira corrida de são silvestre

Cheguei ao quilômetro 9 fisicamente bem e pouco ofegante.

Poderia até forçar um pouco o ritmo, mas sabia que tinha que poupar todas as minhas energias para os quilômetros finais, pois não seriam nada fáceis.

No quilômetro 10, o Largo do Arouche e me fez recordar do tempo que eu participava de uma banda chamada Kangoo Jay.

Nas vezes que viemos para São Paulo tentar a sorte, ficávamos em um hotel nessa região, e dali partíamos para correr atrás dos nossos sonhos. Quis o destino que não vivêssemos de música.

Os Quilômetros Finais – Superação

No quilômetro 12 os sinais de cansaço já apareciam com mais força, porém, rapidamente renovei as energias com um exemplo de superação vindo de um senhor aparentando uns 80 anos correndo descalço.

Bati palmas com força para o senhor e segui em frente para os três quilômetros finais.

Ainda mantendo o ritmo, pude perceber vários corredores dando gritos de incentivo e buscando motivação para a parte mais difícil da prova, a tão temida Avenida Brigadeiro.

Os dois quilômetros de subida assusta qualquer corredor.

No primeiro quilômetro até consegui manter um ritmo sensato, mas no segundo quilômetro, fui definitivamente me arrastando, em meio a calafrios e palavras de motivação vindas pessoal que assistia a prova.

Me recusei a caminhar.

O corpo pedia para parar, mas eu não aceitava.

Assim fui lutando até no final da Brigadeiro.

Quando peguei os metros finais da Avenida Paulista para a chegada, a única coisa que consegui fazer foi abrir os braço e agradecer.

Nada de sprint final, nada de esforço extra, só agradecer aos aplausos e a chance de ter vivido esse momento.

Obrigado São Silvestre!

Era hora de comemorar com a família.

minha primeira corrida de são silvestre

minha primeira corrida de são silvestre

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Resultado Final – Oficial

Tempo Líquido: 01:34:21

Classificação: 6265°

Classificação por Categoria M3034: 814°

Monitoramento do RunKeeper

minha primeira corrida de são silvestre

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Data da viagem: 31/12/2017

Leia tambem:

93ª Corrida Internacional de São Silvestre – por Eduardo Hanada

Leandro Bolsoni

Leandro Bolsoni

Formado em Administração e Gestão em Tecnologia da Informação, é um entusiasta por viagens e todo planejamento que envolve esse entretenimento. Criador do blog Valentina na estrada, que tem o objetivo compartilhar informações de experiências obtidas em suas viagens em família.
Leandro Bolsoni

2 thoughts on “Minha Experiência na 93ª Corrida Internacional de São Silvestre

  1. Parabéns Leandro… É muito gratificante qdo realizamos os sonhos e metas. Sou sua fã. Abraço e aguardo a próxima aventura

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